O empoderamento feminino deve ser posto em prática

Há 44 anos, a Organização das Nações Unidas, a ONU, instituía o Dia Internacional da Mulher. Uma data criada para reafirmar anos de luta por melhores condições de trabalho, salários dignos e igualdade de direitos. Apesar de haver conquistas significativas desde a instituição desta data, é de ciência comum que o preconceito de gênero ainda se reflete fortemente em nosso país. Destas, por si só, os espaços de poder ocupados (ou não ocupados) nos ambientes de trabalho já geraram uma série de estudos. Mais do que o discurso, o empoderamento feminino deve ser posto em prática. Essa é uma bandeira que será empunhada em nosso mandato nos próximos anos.

A sub-representação feminina é um fato inconteste e presente em nosso dia a dia. Portanto, penso que a nós, homens e mulheres eleitos democraticamente para assumir o comando de gestões públicas, cabe a missão de contribuir com ações capazes de combater esse cenário de desigualdade. Foi pensando nisso que, tão logo assumi a Prefeitura do Recife, em 1° de janeiro, fiz cumprir um dos nossos mais importantes compromissos de campanha: a igualdade de gênero na formação do secretariado municipal, com 50% dos cargos sendo ocupado por mulheres. Entre as capitais brasileiras, nenhuma alcançou esse percentual na composição de seu primeiro escalão.

Outro dado que reforça o cumprimento do meu compromisso firmado em campanha: as mulheres estão em 50% dos cargos de liderança. Vale lembrar que contamos com a participação valiosa de Isabella de Roldão, primeira vice-prefeita da história da cidade. Mas, para além dessas marcas históricas que alcançamos, não tenho dúvida de que a representação feminina em nossa administração é forte, com gestoras que muito irão contribuir com as demandas da população.

Elas compõem um time que fará muito pela nossa cidade e que será reconhecido por isso. Para reforçar o peso de nossa ação, é importante dizer que estamos falando de mulheres que, juntas, respondem pela maior parte do orçamento municipal. As pastas que elas dirigem correspondem a 50,53% de todos os recursos da prefeitura. Foi com base no peso desses números que decidimos criar a marca da nossa gestão fazendo referência ao brasão do Recife, mas com o leão e a leoa representados para incorporar a presença feminina que temos na PCR e na própria cidade.

Só isso é suficiente para dirimir as diferenças no tratamento entre mulheres e homens? Não. Distorções históricas exigem uma luta diária. Novas medidas precisam ser pensadas, planejadas e executadas. Sabendo que o mercado de trabalho também pode ser muito duro para as mulheres, principalmente aquelas que acumulam dois ou mais turnos de trabalho como mães de família, incluímos no Crédito Popular do Recife, que será iniciado neste mês, a proposta de priorizar as mulheres na lista de ordenamento. O programa deve dar ao público feminino maior autonomia para a tomada de decisões e crescimento pessoal.

Para não me estender muito, concluo esse arrazoado de ideias com a boa referência de Clarice Lispector, que era recifense de coração. No clássico A Hora da Estrela, a escritora fala que “o destino de uma mulher é ser mulher”. Pois bem. Eu iria além, diria que o presente e futuro têm que ser mais promissores do que isso: o destino de uma mulher é ser o que ela quiser. De formas variadas, já ouvi essa declaração e, enquanto homem sensível a essa justa causa, assino embaixo. A representatividade das mulheres na Prefeitura do Recife é algo histórico, porém, deve ser a primeira de muitas outras iniciativas. Outras tantas ações serão realidade porque, no Recife, o discurso vira prática da gestão.
João Campos – Prefeito do Recife

*Artigo enviado originalmente ao Diário de Pernambuco

Desigualdades disparam no Norte e Nordeste com a pandemia

Enquanto o Brasil vive uma crise sanitária sem precedentes, atingindo a marca de mais de 250 mil mortes pela Covid-19 e com a vacinação a passos lentos, a política de Assistência Social no âmbito nacional segue sofrendo abalos e sendo enfraquecida pelo Governo Federal. E não apenas pela suspensão do auxílio emergencial e elaboração de medidas que visam à fragilidade social. Comparando a população em situação de pobreza e extrema pobreza no país entre 2019 e 2020, é possível perceber um aumento de 2,5% das famílias nessas circunstâncias, o que representa um salto de 412.647 mil novas famílias que passaram a ter uma renda, por pessoa, menor que R$89,00.

Mesmo diante desse cenário alarmante, com a crise econômica alargada pela disseminação do Coronavírus e seus impactos no mercado formal, o Governo Federal continua promovendo a redução do programa Bolsa Família. Nos últimos três meses, entre dezembro e fevereiro, mais de 48 mil famílias deixaram o Bolsa Família no Nordeste, além de outras 13 mil no Norte. São as únicas regiões que tiveram corte do programa. O Centro Oeste, Sul e Sudeste ganharam novos beneficiários, mas a soma não supera o déficit, que no país representa menos R$ 65,7 milhões na economia através do Bolsa Família.

O número de cortes no Nordeste e Norte segue o aumento da pobreza e extrema pobreza nessas duas regiões. Entre 2019 e 2020, mais de 74 mil famílias nordestinas passaram a fazer parte dessa estatística, somando-se a outras 11 mil famílias da região vizinha, o que não justifica a redução do Bolsa Família somente nessas duas áreas nos últimos três meses. Esse corte representa R$ 30 milhões a menos em circulação na economia do Nordeste. Em Pernambuco foram 7.750 famílias a menos, o que representa uma redução de R$ 4,9 milhões que deixaram de circular na economia local.

Vale destacar que a fila de espera do Bolsa Família, formada por pessoas que estão devidamente cadastradas e atendem aos critérios de elegibilidade do programa, continua crescente. Ou seja, não se trata de uma diminuição por mudança de cenário econômico das pessoas. Para se ter ideia,  dados de novembro sinalizam um total de 2.050.590 famílias no Brasil que estão aguardando por este benefício. O Nordeste tem a segunda maior demanda reprimida do país, com mais de 637 mil famílias aguardando a entrada no programa.

Mais uma vez o Norte e o Nordeste testemunham de maneira mais intensa um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil ser descumprido: a erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. O Governo Federal precisa dar essas respostas.

Por outro lado, Pernambuco garante, mais uma vez, a concessão de uma parcela extra a mais de um milhão de famílias beneficiárias do Bolsa Família, com a décima terceira parcela do programa, injetando mais de R$ 150 milhões na economia entre fevereiro e abril, compromisso não renovado pelo Governo Federal, que só pagou durante um ano o seu décimo terceiro. A população mais vulnerável não pode esperar e precisa de amparo.

Sileno Guedes

Secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude

Rádio Frei Caneca, ferramenta de disseminação da cultura

Por Aluisio Lessa, deputado estadual (PSB)

A cultura pulsa nas veias dos recifenses com a programação da rádio Frei Caneca. Por iniciativa da Prefeitura do Recife, a rádio está formalmente liberada pela Anatel para operar na frequência 101,5 FM, que já ocupava há alguns anos em caráter experimental. Marcamos presença na solenidade de transmissão inaugural e nos sentimos lisonjeados por ver a cultura do Recife e de Pernambuco ter um espaço próprio nas ondas do rádio.

 Foram necessários 58 anos de espera, mas valeu a pena. Tudo começou em 1960, por iniciativa do saudoso vereador Liberato Costa Júnior, quando foi criada a Lei Municipal nº 651, quando o Recife aprovou a criação da sua rádio pública, com o intuito de divulgar a nossa cultura e os artistas locais. Passaram-se os anos e a atual gestão conseguiu tirar do papel a iniciativa e a colocou em prática.

 Pode-se dizer que o prefeito Geraldo Júlio foi um dos grandes responsáveis por a Rádio Frei Caneca ganhar forma. Em sua gestão, a  partir  fevereiro de 2014, foram criados grupos de trabalho da sociedade civil que elaboraram um documento com diretrizes para implantação da emissora.

 Com determinação, a Prefeitura avançou perante os trâmites burocráticos e obteve a possibilidade de iniciar os testes “no ar” em junho de 2016, que confirmaram a Frei Caneca como uma alternativa de conteúdo diferenciado, contemplando os vários ritmos da música pernambucana.

 Contando com o melhor da música pernambucana, a programação da Frei Caneca terá programas ao vivo, espaço para a Agenda Cultural do Recife, que desde 1995 divulga ações e projetos culturais do Recife, apresentação de artistas e programas independentes.

 Constituindo a rádio por meio do processo democrático, a Prefeitura do Recife merece ser reverenciada pelo processo seletivo que disponibiliza 40% da grade para produções independentes. No total, 14 programas estão sendo produzidos e irão ao ar em junho.  É cultura e democracia na mesma frequência.

 Manter a cultura, ainda mais a nossa, viva e conectada à população é um dever de todos os agentes públicos. A iniciativa do prefeito Geraldo Júlio merece inúmeras congratulações. A principal manifestação de identidade de um povo é a cultura e isso o Recife tem de sobra.


Fotos: Sabrina Nóbrega/Alepe

Investir em cultura é investir no desenvolvimento de um povo

*Por Aluisio Lessa, deputado estadual (PSB)

A apresentação na Assembleia Legislativa de Pernambuco da 19ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), feita recentemente pela coordenasora da feira, a primeira-dama do Estado Ana Luiza Câmara, não foi somente a exibição de mais um evento que faz parte do calendário de atividades do nosso estado. A Fenearte, a maior feira de artesanato da América Latina. é um evento de inestimável valor para o estímulo da economia por meio da valorização da nossa cultura.

 Para a edição deste ano, que ocorre entre os dias 4 e 15 deste mês, no pavilhão do Centro de Convenções, a organização da feira estima receber mais de 300 mil visitantes e uma expectativa de volume de negócios da ordem de R$ 43 milhões.  Contando com 12 dias de evento, um a mais do que as edições anteriores, os números são extremamente relevantes e confirmam a relevância do evento para a nossa cultura e a nossa economia.

 A Fenearte 2018 homenageia o Mestre Salustiano, falecido em 2008, patrimônio Vivo pelo Governo Estado, artista multifacetado, que transformava em arte tudo aquilo que passa pelas suas mãos. Um expoente dessa magnitude merece todas as honras possíveis e não há nada mais justo do que ser exaltado em um grande evento.

 Indo bem além do viés econômico, a feira confirma a riqueza cultural de Pernambuco. São inúmeras vertentes, que se traduzem nas mais variadas expressões artísticas, sendo veneradas por todo o mundo. O nosso artesanato é objeto de desejo para muitos e a Fenearte amplia o acesso do que a cultura de Pernambuco tem a oferecer para o grande público.

 Reunindo mais de cinco mil participantes, entre artistas e expositores. a mostra estimula a confecção de artesanato local e assim fomenta a economia criativa de Pernambuco a partir das nossas tradições. O Governo de Pernambuco prova o quanto é possível valorizar o trabalho dos artistas locais.

 Na função de presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Alepe, que são justamente os campos  beneficiados pela mostra, muito nos honra contribuir para que a Fenearte seja um sucesso a cada ano e parabenizar a todos os envolvidos por este grande evento, a maior feira de artesanato da América Latina.


Foto: Sabrina Nóbrega/Alepe

Mais inclusão, mais amor

Por João Campos*

Quarta-feira, 21 de março, comemoramos o Dia Internacional da Síndrome de Down. Sobre todo o simbolismo e importância que a data carrega, o fundamental é criar o entendimento público de que INCLUSÃO é a palavra que não pode faltar quando se fala das pessoas com deficiência. Tudo está relacionado à questão da quebra do preconceito e da intolerância. E o trabalho pela inclusão é algo que me estimula e que me traz as melhores referências. Lembro com muita alegria que a lei 13.381, instituindo a Semana Estadual da Pessoa com Deficiência no calendário anual de Pernambuco, foi publicada ainda em 2007, primeiro ano do governo do meu pai, Eduardo Campos, mostrando um olhar especial da sua gestão.

Hoje, faço parte de um governo que continua firme no propósito da equidade. Ou seja, isso quer dizer que buscamos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais para alcançar uma situação de equilíbrio social. Tocamos ações que buscam priorizar as pessoas com deficiência. O PE Conduz, por exemplo, é um serviço de atendimento gratuito e adaptado, que faz o transporte de pessoas com dificuldades de locomoção e usuários de cadeira de rodas. Temos também a Central de Intérprete de Libras, o VEM Livre Acesso e o Praia Sem Barreiras, que garante o acesso ao lazer a pessoas com deficiência.

Além desses serviços, estamos sempre em busca de novas formas de inclusão no mercado de trabalho. Só em 2017, eu mesmo participei de duas emocionantes entregas de certificados do curso de recepcionista de eventos para pessoas com síndrome de down.

Mas não estamos satisfeitos. Não vamos parar por aí. Novas iniciativas estão sendo estudadas e implementadas a toda hora. Em setembro de 2017, o governador Paulo Câmara assinou a lei que garante a jornada reduzida para os servidores que têm filhos ou dependentes com deficiência. Esse foi um projeto de autoria do próprio Poder Executivo. Porém, para mim, que contribuí na elaboração da proposta, é motivo de felicidade dizer que houve apoio e compreensão de todos os deputados estaduais na aprovação da lei.

A inclusão exige essencialmente a quebra de preconceito. O censo do IBGE de 2010 diz que o Brasil tem mais de 45,5 milhões pessoas com algum tipo de deficiência (são 23,9% de toda a população brasileira). A maior parte dessas pessoas ainda é tratada de maneira inadequada, sem as informações necessárias e o atendimento correto.

Tornar a sociedade mais inclusiva é o principal desafio. Falo isso porque venho de uma família que abraçou a causa antes da causa nos abraçar. Com amor e sem preconceito, estivemos preparados para receber Miguel, o meu irmão mais novo. Para os que não sabem, Miguel tem síndrome de down. Agradeço todos os dias por nossa família ter sido presenteada com a chegada dele. Não canso de dizer que Miguel é luz, renova as esperanças por um mundo com mais justiça e me faz conhecer a beleza da relação mais pura. Gratidão descreve o meu sentimento.

Para Miguel, só desejo o que qualquer irmão desejaria: que tenha o direito de ser o que ele quiser, que tenha a oportunidade de mostrar todo o seu talento. Seja qual for a escolha, espero que as pessoas o aceitem com carinho, amor e respeito.

No trabalho, tenho a alegria de aprender com jovens como Caio Rocha e Bruno Ribeiro. Os dois têm a síndrome de down. Caio tem contribuído muito no governo e tenho a sorte de conviver com ele, que também é um grande passista de frevo. Bruno é “apenas” o primeiro turismólogo com síndrome de down do Brasil e trabalha na Secretaria de Turismo. A capacidade e o potencial deles são mostrados a cada gesto, a cada ação. A independência de ambos está vindo a partir do próprio trabalho. É tudo uma questão de oportunidade.

A bandeira da inclusão é uma pauta que todos apoiam. Mas o que você está fazendo para contribuir pela inclusão? Por isso, a necessidade tão grande do papel do Estado como indutor das políticas públicas aos deficientes, criando leis e corrigindo erros históricos, gerando debates e estimulando o conhecimento. Crente na nossa missão, procuro somar esforços a fim de avançar nas conquistas. Pensando na oportunidade como algo estratégico, tomei a iniciativa de chamar Caio para trabalhar na equipe do Gabinete do governador, da qual tenho a honrosa missão de ajudar a guiar.

Definitivamente, a construção de um mundo mais justo passa pela inclusão. O caminho a ser seguido é desafiador, mas tenho crença na capacidade de transformação da sociedade para fazer as mudanças necessárias. Sobre as pessoas com deficiência, posso dizer que enxergo uma enorme alegria, força e esperança. Elas só precisam de respeito e compreensão. Por fim, acredito que tudo se resume em uma frase: Mais amor, por favor.

João Campos é vice-presidente nacional de Relações Federativas do PSB Nacional, secretário de Organização do PSB de Pernambuco e chefe de gabinete do governador Paulo Câmara 

 

Artigo publicado originalmente no Diário de Pernambuco (24 de março de 2018)

Soluções para a seca

Por Diogo Moraes

Após sete anos consecutivos de uma seca que é uma das mais críticas do Nordeste brasileiro, ainda é possível buscar novas alternativas para levar água às torneiras da população. O cenário de inúmeras dificuldades que toma conta do País não foi suficiente para impedir que Pernambuco continuasse avançando nos últimos quatro anos, sobretudo na área de infraestrutura hídrica. É inegável o esforço e trabalho da gestão Estadual para garantir um cenário de alívio para os que estão sedentos.

Populoso e economicamente ativo, o Agreste espera ansiosamente a conclusão de projetos que vão sanar a problemática da água. A falta de repasses do Governo Federal adia os planos. Mas em meio a esse cenário, o governador Paulo Câmara apresenta novas soluções para encurtar o caminho das águas. Uma deles foi a Adutora do Alto Capibaribe, cuja recém assinada autorização de licitação anima e renova a esperança da população.

O empreendimento trará o líquido precioso da Paraíba a partir da Transposição do Rio São Francisco. Nove cidades do Agreste Setentrional e uma do Cariri paraibano serão beneficiadas. O projeto, que tem impacto no Polo de Confecções, faz parte de uma parceria entre o Governo de Pernambuco e do Estado vizinho. Uma proposta transversal e inovadora.

Nos três anos iniciais da gestão, somente em infraestrutura hídrica, o investimento na área chegou a R$ 1,2 bilhão. Em 2017, o governador Paulo Câmara entregou ações e lançou novos projetos hídricos que totalizam mais de R$ 338 milhões, reforçando o seu compromisso em universalizar o acesso à água.

No Agreste, é possível citar a implantação do Sistema Pirangi, a segunda etapa do Sistema Siriji, a autorização para a construção da Adutora de Serro Azul, além de inúmeras intervenções de menor impacto, mas não menos importante.

Mais do que um projeto. A Adutora do Alto Capibaribe representa redenção, alívio, liberdade à população do Agreste Setentrional. É a gestão encurtando o caminho para levar água ao nosso povo.


*Diogo Moraes é deputado estadual e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

 

Artigo publicado na edição do dia 01 de fevereiro de 2018 no Jornal do Commercio

Governar é ouvir as pessoas

Sileno: “Marca de Cidade Democrática tem se tornado ainda mais evidente na gestão Geraldo Julio” / Foto: Wesley D’Almeida

Toda cidade tem características próprias que a identificam e a destacam das demais, seja pela paisagem, localização geográfica, desenvolvimento e infraestrutura, ou mesmo o modo como seus moradores se organizam histórica e culturalmente. E a participação popular, sem dúvidas, é o aspecto mais presente na cidade do Recife. Um povo forte e solidário que busca, democraticamente, seu espaço na luta pela melhoria da qualidade de vida, através das organizações sociais, associações e entidades representativas do movimento popular, cultos e religiões, manifestações culturais, entre outros. E isso vem de longe, ainda no início dos anos 1960, no século passado, com Pelópidas Silveira na prefeitura e Miguel Arraes no governo do estado, e tantas outras gestões, a partir de então, que buscaram incentivar e aprimorar as formas de participação popular nas decisões de governo.

Mas é na administração socialista do prefeito Geraldo Julio que essa marca de Cidade Democrática tem se tornado ainda mais evidente desde  a criação do programa “Recife Participa”, em 2013, que promove a ampliação e qualificação da gestão participativa e o controle social em nossa cidade. Uma oportunidade que os moradores têm, independentemente de qualquer vínculo com o programa, de serem protagonistas na construção coletiva de políticas públicas que priorizam o bem comum. No Recife com Geraldo Julio, o exercício pleno da população nas diretrizes da cidade é diário. Vários canais de comunicação e interlocução, como  Ouvidoria; Portal da Transparência; Plenárias Microregionais; Fóruns Regionais; Conferências de Políticas Específicas (saúde, educação, cultura, assistência social, etc.), estão dando voz à cidade e acolhendo demandas da sociedade que norteiam a atuação da prefeitura.

E são tão importantes que chegaram a ser incluídas na Lei de Diretrizes Orçamentárias Anual (LDO-2014) e no Plano PluriAnual (2014-2017), e também foram aprovadas pela Câmara Municipal, o que só confirma seu caráter de política pública permanente em benefício do povo. Certamente por isso, o programa “Recife Participa” vem ganhando cada vez mais adeptos e credibilidade junto à população. Foram milhares de pessoas participando diretamente dos processos decisórios da Prefeitura do Recife desde sua implantação.  A população é protagonista em todas as áreas da gestão. Seja na saúde, educação, infraestrutura, nos mutirões, eventos da cidade, sugerindo a programação dos Ciclos Junino, Natalino e Carnavalesco.

Para 2018 a expectativa é ampliar ainda mais o “Recife Participa”, até porque o programa vem sendo reconhecido pela população como um canal de diálogo e de encaminhamento dos anseios dos moradores junto à  gestão, a forma mais democrática e eficiente de tratar as questões do novo ciclo de crescimento sustentável da cidade, respeitando a diversidade de um povo cada vez mais plural e exigente no cumprimento das ações. O prefeito Geraldo Julio comanda os rumos desse novo modelo de participação social da prefeitura conjugando verbos essenciais na consolidação de um Recife mais justo e solidário: ouvir, planejar e realizar.


Sileno Guedes
Secretário de Governo e Participação Social e presidente estadual do PSB

 

 

Pernambuco no rumo certo

Por Isaltino Nascimento*

Foto: Roberto Soares/Alepe

No oceano revolto por onde navegam os brasileiros, Pernambuco segue com ousadia e o leme em mãos seguras, mantendo as contas em dia e a qualidade dos serviços públicos. O governo Paulo Câmara, mesmo na crise, investiu mais de R$ 3,6 bilhões, entre janeiro de 2015 e agosto de 2017, promovendo um ajuste fiscal elogiado, cortando despesas, fazendo mais com menos, além de preservar programas importantes para manter nosso Estado de pé.

A meta agora é acelerar o ritmo de crescimento para 2018, mantendo o equilíbrio das contas. Para isso, Paulo Câmara tomou as providências necessárias e demonstrou que Pernambuco tem saúde econômica para captar recursos externos. Nosso objetivo maior é promover o desenvolvimento do Estado e a melhoria das condições de vida da população – principalmente aqueles que mais precisam do poder público.

Apesar dos percalços econômicos nacionais, o governador iça as velas do barco e demonstra estatura política na captação e também na destinação de recursos. Paulo impulsionou a Saúde a ocupar lugar de destaque, sendo o Estado do Nordeste com maior investimento na área e o 5º no Brasil.

Também fizemos a maior contratação da história na Saúde em Pernambuco, convocando mais de 5,6 mil profissionais.

Na Educação, Pernambuco está em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Médio e vai além com o Programa de Acesso ao Ensino Superior (PE no Campus). Contratamos 2.677 novos professores. Já na área de Segurança, Paulo reforçou o combate ao crime, formando, no segundo semestre de 2017, 1.500 policiais militares que já estão nas ruas. Mais 1.300 recrutas iniciaram um novo curso de formação. Em 2018, totalizaremos mais de 4.500 novos policiais – militares, civis, científicos e bombeiros.

Estamos alertas, com a quilha do barco equilibrada, na expectativa de investir mais e melhor na qualidade de vida do povo de Pernambuco.


*Isaltino Nascimento é Deputado estadual e líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa

Artigo publicado no Jornal do Commercio no dia 21 de novembro de 2017

PSB, 70 anos, por Carlos Siqueira

 

O socialismo, como ideologia e prática, corresponde à expectativa humanista de justiça social que fundamenta uma inconformidade aguda e, consequentemente, uma inquietação de consciência que anima homens e mulheres a enfrentarem a luta política em nome de uma obra de civilização.

Com essa esperança, a “esquerda democrática”, amplo espaço de reunião das forças progressistas contra o Estado Novo, demarca em 1945 o campo de atuação socialista e, em 6 de agosto de 1947, funda o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Ao seu ato inaugural compareceram pessoas da estatura de Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Antonio Candido, Joel Silveira e Rubem Braga, liderados por João Mangabeira.

É indispensável recordar que naquele momento histórico, de absoluta hegemonia do Partido Comunista Brasileiro à esquerda, e diante de 15 anos do trabalhismo de Vargas, proferiu-se um sonoro não às pretensões autoritárias de um campo e de outro.

Já àquela altura o PSB compreendia, como nenhuma outra força política, que o liberalismo estava manco da igualdade, tanto quanto faltava ao socialismo real a liberdade.

Entre 1947 e 1964, o PSB se pauta pela defesa da democracia sob constante ameaça. Nem a longa noite da ditadura militar, que o colocou na ilegalidade, nem a queda do muro de Berlim atingiram sua alma.

Em 1985 o partido se reergue para dar continuidade ao ideal de unir socialismo e liberdade, sob a liderança de expoentes como Jamil Haddad, Roberto Amaral e uma das maiores expressões da esquerda brasileira, o governador Miguel Arraes.

A partir da refundação, o PSB é protagonista na oposição ao presidente Fernando Collor de Mello; participa do governo de união nacional de Itamar Franco, à frente das pastas da Saúde e da Cultura.

Na oposição ao neoliberalismo dos governos de Fernando Henrique Cardoso, o partido contribui para moderar sua agenda regressiva.

Em 2014, o PSB apresenta um projeto inovador para o Brasil. Liderado por Eduardo Campos, confirma sua plena maturidade política e eleitoral, que crescera de forma constante desde sua refundação.

Mal superados os traumas da eleição de 2014 e do impeachment de Dilma Rousseff, contudo, nos vemos às voltas com um governo que tomou para si as pautas do mercado e adotou como programa político o desmantelamento da Constituição de 1988, suprimindo vários direitos arduamente conquistados pela população.

Não podíamos aceitar tal atentado contra o pouco desenvolvimento social que conseguimos edificar até aqui -por isso, o PSB fecha questão contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Reafirmamos, assim, nossa tradição e o fizemos com senso de nossa própria percepção de mundo, que não acredita que se possa governar com base no divórcio entre as políticas econômicas e as sociais.
Quando isso ocorre, a vítima imediata é a população mais vulnerável, mas ela não padecerá deste mal sem que a própria democracia seja colocada em risco.

É justamente o combate a essa ameaça que confere, desde 1947, unidade e coerência ao PSB.

Não faltamos ao Brasil 70 anos atrás e não o faremos neste presente de dificuldades, em que o socialismo democrático continua a representar uma esperança viva.


Por Carlos Siqueira, presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB)

Publicado na edição deste domingo no jornal Folha de São Paulo

Foto: Humberto Pradera

Amigos unidos pelo esporte

Foto: Hesíodo Góes

O esporte é capaz de transformar vidas. De mudar realidades. Por meio da prática esportiva, crianças e adolescentes aprendem o que é disciplina, respeito, cuidado e companheirismo. Aprendem também valores para toda a vida. Passam a enxergar o mundo e as pessoas de outra forma. Se transformam em verdadeiros cidadãos, líderes, educados e prontos para viverem em períodos tranquilos e em tempos difíceis, sem perder a esperança e a garra para dar a volta por cima. Para muitos, o esporte é a possibilidade de dias melhores, de mudança de vida, de transformação social. Ele liberta, inclui e cria referências positivas para toda uma sociedade.

Mas, durante esta jornada da vida esportiva, é necessário que o futuro atleta tenha o apoio necessário para se manter focado nos treinos e nos sonhos. Muito deste apoio se encontra na fortaleza do lar. São os pais os maiores incentivadores em todos os momentos da vida. Porém, mesmo com todo o alicerce emocional, muitos deles esbarram na necessidade financeira. Craques dos gramados, das quadras, das piscinas, dos tatames e de tantos outros esportes se perderam no caminho porque não conseguiram o mínimo de patrocínio para transporte, compra de material ou outras despesas necessárias para o dia a dia de qualquer atleta.

Tenho acompanhado a situação dos pernambucanos e posso afirmar que esta realidade também é nossa. Temos adolescentes com um potencial altíssimo, que mesmo com pouca idade já demonstram que estão no caminho certo para conquistar títulos e se tornarem grandes cidadãos. O Governo de Pernambuco já promove programas de incentivo, como Time PE, Bolsa Atleta, Passaporte Esportivo e Ganhe o Mundo Esportivo, que juntos já beneficiaram centenas atletas de todo o Estado, desde 2015,  mas a demanda é muito maior. Pensando neles, o governador Paulo Câmara nos deu a missão de conseguir uma solução para atender ao máximo de futuros campeões. Em parceria com o Grupo Lide, do presidente Drayton Nejain, e a Prefeitura do Recife, criamos o Programa Amigos do Esporte. A meta é conseguir empresas interessadas em patrocinar pelo menos 70 atletas com o valor de R$ 1 mil por mês durante 12 meses.

No lançamento do programa, realizado durante jantar do Grupo Lide, que contou com a presença do prefeito Geraldo Júlio, um dos entusiastas do Amigos do Esporte, e do empresário João Paulo Diniz, ex-atleta e empresário de sucesso, 46 instituições privadas decidiram apoiar 56 atletas. Em uma única ação, o poder público captou R$ 672 mil e garantiu um ano mais tranquilo para o paratleta de Pesqueira, Jeohsah Beserra, de 17 anos, que nas últimas temporadas tem apresentado resultados surpreendentes e agora tem tudo para despontar de vez e garantir ainda mais medalhas. Serão 12 meses de foco total para a garanhunhense Denise da Silva, de 18 anos, nas pistas do atletismo. De lutas com concentração exclusiva no oponente para Rogeres Vinícius de Souza, de 16 anos, no Hapikido. E para mais 53 agraciados, por enquanto.

O Amigos do Esporte é a prova concreta que juntos podemos fazer mais pelo desenvolvimento do adolescente no esporte e, principalmente, na formação do ser humano. Juntos, podemos criar uma rede de empresas que apostam no esporte como uma das formas de mudança na nossa sociedade. A intenção é, até o final deste semestre, chegar a números ainda mais elevados, com mais atletas recebendo patrocínio.

Mas toda esta ação não poderia ter se tornado realidade se os empresários não tivessem acreditado no projeto. Obrigado a todos aqueles que viram o esporte como uma ferramenta de transformação, proporcionando condições para que os atletas pernambucanos tenham a possibilidade de se desenvolver e continuar a sonhar. O mais importante é que estamos trabalhando para contribuirmos na formação de campeões, de novos ídolos, e também de pessoas disciplinadas, corretas, educadas e que sabem viver de forma pacífica e em sociedade. Está formada a nova rede do bem em favor do esporte pernambucano.

POR FELIPE CARRERAS – Deputado federal licenciado e Secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco

*Artigo publicado originalmente no Diário de Pernambuco